terça-feira, 22 de setembro de 2009

ENTRE OS MUROS DA ESCOLA

Com direção de Laurent Cantet, Enre os muros da escola (Entre les murs, 2008) expõe o cotidiano da escola a partir do olhar de um professor. O filme é a adaptação cinematográfica do livro homônimo, de autoria do professor François Bégaudeau, que interpreta a si mesmo na película. Todo o elenco, aliás, é formado por professores e alunos - estes selecionados "em ateliês de improvisação realizados pelo diretor no colégio Françoise Dolto, onde também aconteceu a filmagem" (Fonte: UOL).

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Cantet justifica a escolha do tema por achar que a sala de aula é "um microcosmo que descreve mais largamente a sociedade". Por isso mesmo, ele entende o filme como uma representação da atual sociedade francesa: "trata-se de uma França multiétnica, mas em busca de uma linguagem comum".

FICHA TÉCNICA
Título original: Entre les Murs
Gênero: Drama
Duração: 2h8min
Ano de lançamento: 2007 (2008, no Brasil)

ELENCO
François Bégaudeau (François Marin)
Nassim Amrabt (Nassim)
Laura Baquela (Laura)
Cherif Bounaïdja Rachedi (Cherif)
Juliette Demaille (Juliette)
Dalla Doucoure (Dalla)
Arthur Fogel (Arthur)
Damien Gomes (Damien)
Louise Grinberg (Louise)
Qifei Huang (Qifei)
Wey Huang (Wei)
Franck Kelta (Souleymane)
Henrietta Kasaruhanda (Henriette)
Lucie Landrevie (Lucie)
Agame Malembo-Emene (Agame)
Rabah Naît Oufella (Rabah)
Carl Nanor (Carl)
Esmerálda Ouertani (Esmeralda)
Burak Özyilmar (Burak)
Eva Paradiso (Eva)
Rachel Régulier (Khoumba)
Angélica Sancio (Angélica)
Boubacar Thouré (Boubacar)
Justine Wu (Justine)
Jean-Michel Simonet (Diretor da escola)
Vincent Caire (Vincent)
Olivier Dupeyron (Olivier)
Patrick Dureuil (Patrick)
Frédéric Faujas (Fred)
Dorothée Guilbot (Rachel)
Cécile Lagarde (Cécile)

PRÊMIOS
Além de ganhar o Independent Spirit Awards de melhor filme estrangeiro e a Palma de Ouro no Festival de Cannes, Entre os muros da escola recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; cinco indicações ao César (melhor filme, melhor diretor, melhor roteiro adaptado, melhor edição e melhor som) e duas indicações ao European Film Awards (melhor filme e melhor diretor).

terça-feira, 25 de agosto de 2009

CRASH - NO LIMITE

Com um orçamento de 6,5 milhões de dólares, um grande elenco e a direção de Paul Haggis (roteirista do também premiado Menina de Ouro), Crash foi um das películas mais aclamadas em 2004. O filme aborda questões atualíssimas como o racismo, os problemas decorrentes da migração para os EUA e a intolerância por ela gerada, além de outras formas de violência.


Confira aqui algumas informações sobre o filme:
Fonte: Adoro Cinema (clique aqui para conhecer o site)

Ficha Técnica:

Título Original: Crash
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 113 minutos
Ano de Lançamento (EUA):
2004
Site Oficial: www.crashfilm.com
Direção: Paul Haggis
Roteiro: Paul Haggis e Robert Moresco, baseado em estória de Paul Haggis
Música: Mark Isham

Elenco: Karina Arroyave (Elizabeth)
Dato Bakhtadze (Lucien)
Sandra Bullock (Jean Cabot) Don Cheadle (Graham)
Art Chudabala (Ken Ho)
Tony Danza (Fred)
Keith David (Tenente Dixon)
Loretta Devine (Shaniqua)
Matt Dillon (Oficial Ryan)
Jennifer Esposito (Ria)
Ime Etuk (Georgie)
Eddie J. Fernandez (Oficial Gomez)
William Fichtner (Flanagan)
Brendan Fraser (Rick)

Billly Gallo (Oficial Hill)
Ken Garito (Bruce)
Nona Gaye (Karen) Terrence Howard (Cameron) Ludacris (Anthony) Thandie Newton (Christine) Ryan Phillippe (Oficial Hanson)
Alexis Rhee (Kim Lee)
Ashlyn Sanchez (Lara)
Michael Pena (Daniel)
Larenz Tate (Peter)
Sean Cory (Policial de moto)

Sinopse: Jean Cabot (Sandra Bullock) é a rica e mimada esposa de um promotor, em uma cidade ao sul da Califórnia. Ela tem seu carro de luxo roubado por dois assaltantes negros. O roubo culmina num acidente que acaba por aproximar habitantes de diversas origens étnicas e classes sociais de Los Angeles: um veterano policial racista, um detetive negro e seu irmão traficante de drogas, um bem-sucedido diretor de cinema e sua esposa, e um imigrante iraniano e sua filha.

Prêmios:
  • Oscar: O filme venceu em três categorias - Melhor Filme, Melhor Roteiro Original e Melhor Edição. Recebeu também indicações para as categorias de Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante (Matt Dillon) e Melhor Canção Original ("In the Deep").
  • Globo de Ouro: recebeu 2 indicações - Melhor Ator Coadjuvante (Matt Dillon) e Melhor Roteiro.
  • British Academy of Film and Television Arts (BAFTA): ganhou 2 prêmios, nas categorias de Melhor Atriz Coadjuvante (Thandie Newton) e Melhor Roteiro Original. Também foi indicado para as categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante (Matt Dillon e Don Cheadle), Melhor Fotografia, Melhor Edição e Melhor Som.
  • Independent Spirit Awards: ganhou os prêmios de Melhor Filme de Estréia e Melhor Ator Coadjuvante (Matt Dillon).
  • Festival de Deauville: ganhou o Grande Prêmio Especial.
No Brasil, Crash foi indicado para o Grande Prêmio Cinema Brasil de Melhor Filme Estrangeiro.

OITO MILÍMETROS


Olha o nosso blog no ar...

A escolha do nome:
8mm (ou 8mm standard) é o nome dado a uma das bitolas usadas no cinema. Trata-se da bitola mais estreita, que foi lançada no início da década de 1930 pela Kodak. O número 8 aqui também é uma referência à 8ª série, turma à qual se destina este blog. Para saber mais sobre as bitolas cinematográficas, leia o texto de abaixo, de Filipe Salles (clique no nome dele para conhecer o site do autor ou aqui para ler o texto completo).


BITOLAS

O conceito de Bitola surgiu juntamente com o cinema, descendendo diretamente da fotografia. Nos primórdios da arte fotográfica, os filmes eram emulsões aplicadas a grandes superfícies, de metal e posteriormente de vidro, as chamadas chapas fotográficas, implicando assim no conceito de formato. Apenas com a revolução de George Eastman em 1888, a película fotográfica passou a ser comercializada em rolos flexíveis (consultar História da Fotografia). Quando nasceu o cinema, primeiramente através do Kinetoscópio de Edison, foi necessária a confecção de uma tira fotográfica contínua que dispusesse de perfurações adequadas ao mecanismo de tração da câmera e do projetor. Assim Eastman fabricou, sob encomenda de Edison, uma película com 35mm de largura, e a esta medida da tira da película é que chamamos Bitola.

A película de 35mm de Edison diferencia-se das atuais apenas quanto ao número e formato das perfurações, com menos perfurações por fotograma e estas arredondadas, e não retangulares como hoje.

No início do Kinetoscópio de Edison, o tamanho máximo (em comprimento) da película que a tecnologia de então poderia fabricar era 17mts., razão pela qual os filmes do Kinetoscópio não duravam mais que um minuto e meio.

Mas a demanda de produção, depois que os Lumière projetaram a película para fora do aparelho de Edison (inventando, assim, o que chamamos propriamente de cinema) era grande, e com o advento de novas tecnologias de construção e fabricação das câmaras, as películas conseqüentemente também tiveram que acompanhar tais tecnologias. A guerra das patentes, concorrência comercial e praticidade de uso foram fatores determinantes para a criação de outras bitolas cinematográficas, num grande e variado número: 3mm,
8mm, 9.5mm, 11mm, 13mm, 17mm, 17.5mm, 18mm, 22mm, 24mm, 26mm, 28mm, 30mm, 50mm, 62mm, 63mm, 65mm e 70mm, e outros ainda que não chegaram nem ao comércio. As bitolas que sobraram desta lista e ainda estão em uso são o Super-8, 16mm e o 35mm. Em alguns lugares ainda se usa, para fins específicos, o 70mm.